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IEAD Camboriú
Entrevista com missionário Trajano de Jesus Rocha

Natural do estado da Bahia, ex-professor de capoeira, viveu em sua infância a realidade de grande parte daqueles que vivem nos interiores do nordeste brasileiro. Trajano de Jesus Rocha converteu-se ao evangelho no ano de 1996 através de uma viúva. Quando criança, na cidade de Contendas (BA), vendia lenha para comprar galinhas pretas para serem oferecidas em rituais de macumbaria.

Entrevista com missionário Trajano de Jesus Rocha

Proveniente de família humilde, Trajano migrou para o estado de São Paulo, onde morou alguns anos. Nos Gideões Missionários da Última Hora permaneceu como estagiário por quatro anos. Hoje, trabalha em um povoado piauiense com 800 habitantes, onde já construiu uma igreja com tanque batismal, cisternas para o armazenamento de água, e uma igreja em outro povoado, conhecido na região pelo nome de Maria Preta.

Em entrevista a nossa revista o missionário conta algumas de suas experiências.

Vida MIssionária - Há quanto tempo você está nos Gideões?
Trajano - Há nove anos faço parte dos Gideões. Cheguei em 2001, fiquei no estágio durante quatro anos, talvez o que mais tempo estagiou em Camboriú.

Vida MIssionária - Onde você desenvolve seu trabalho de evangelização?
Trajano - No sertão do Piauí, precisamente no povoado de Batemaré, na cidade de Paulistana. É um trabalho árduo, mas o Senhor tem salvado muitas almas. Quando cheguei o lugar estava abandonado, idolatria, cachaça, pobreza e muitos casos de incesto.

Vida MIssionária - Quais as dificuldades encontradas no campo missionário?
Trajano - Várias. Depende muito do território, mas onde estou a dificuldade é água e pão, alimentação. Às vezes chega a chover, mas logo vem a seca.

Vida MIssionária - Qual sua palavra de incentivo aos leitores de Vida Missionária?
Trajano - É que continuem investindo na obra missionária, financeira e espiritualmente. Nem todos têm a coragem de estar no campo missionário, mas lá estou. Trabalhar pelas almas nunca foi tarefa fácil, pois Deus investe nelas através de seus planos, mas Satanás da mesma maneira. Sinto dificuldades por ser solteiro, poderia ter casado há algum tempo, mas poucas mulheres estão dispostas a viver segundo o chamamento de Deus para suas vidas.

Vida MIssionária - Qual foi sua maior dificuldade na missão?
Trajano - A maior dificuldade é a despedida, pois muitos homens na história já foram, mas não voltaram. Você se apega às pessoas; inclusive quando estive no estágio, de uma hora para outra fui enviado. Essa foi a maior dificuldade que encontrei. Faltavam-me forças nas pernas, pois você não está indo a passeio, mas sim para fazer a obra missionária. É uma guerra, um verdadeiro campo de batalha.

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