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Entrevistas com missionários Wellignton e Kátia da Silva

Wellington Carvalho da Silva, natural do estado de São Paulo, mas criado no Amazonas, desenvolve seu trabalho evangelístico pelos Gideões Missionários da Última Hora desde o ano 2000. Kátia Ramos Carvalho da Silva, natural de Recife, PE, conheceu Wellington quando o mesmo missionou na Venezuela. Através de contato telefônico, quando ela trabalhava como telefonista na base de nossa instituição iniciaram o namoro, casaram-se e atualmente estão na cidade de Paysandu, Uruguai.

Nesta entrevista, você conhecerá um pouco como nossos missionários trabalham e enfrentam as barreiras da missão transcultural.

Entrevistas com missionários Wellignton e Kátia da Silva

Vida Missionária - Como é adaptar-se a outro país?
Kátia - A maior dificuldade foi a adaptação à língua; mais de minha parte, pois Wellington já dominava a língua espana, mas através da observação fui, aos poucos, aprendendo a falar o idioma. Outra dificuldade é a frieza que os uruguaios têm entre si, digo entre familiares.

Vida Missionária - Como é ganhar almas no Uruguai?
Wellignton e Kátia - Durante quatro meses evangelizando não ganhamos nenhuma alma para o Senhor, mas após este tempo uma senhora de nome Marta Bandera, 75 anos, converteu-se através de nossa pregação. Era a única que nos acompanhava em oração, e com o tempo seus familiares também vieram a aceitar a Cristo como salvador.

Vida Missionária - Quantos anos já estão em Paysandu?
Wellignton e Kátia - Já estamos lá há quatro anos. Hoje, temos grupo de jovens, grupo de louvor, departamento de crianças e ponto de pregação onde reúnem-se cinquenta crianças, aula de instrumentalização, grupo de evangelismo, programa em rádio de segunda a sexta, consagração no domingo pela manhã e outras atividades que estamos desenvolvendo.

Vida Missionária - Qual a experiência marcante que tiveram através do evangelismo?
Wellignton e Kátia - No ponto de pregação, no bairro sul, uma zona vermelha da cidade onde a polícia evita entrar, começamos um trabalho com crianças e iniciamos um grupo familiar. Nesse local, uma senhora que havia estado presa durante dezessete anos por ter assassinado seu marido aceitou a Cristo e hoje, assiduamente, participa das programações da igreja.

Vida Missionária - Nestes quatro anos, quantos membros já fazem parte da igreja?
Wellignton e Kátia - Entre membros e congregados, mediante todas as dificuldades, estamos com oitenta pessoas reunidas em nossa igreja, fora os irmãos do ponto de pregação.

Vida Missionária - E de qual maneira Deus os têm usado em Paysandu?
Wellignton e Kátia - Em um culto de libertação, uma senhora cigana conhecida por Clara Algalarronda, foi curada de um câncer, e até hoje permanece como ajudadora fiel de nosso ministério. Outro milagre que o Senhor realizou foi de uma jovem senhora que semanalmente faz hemodiálise, e, a partir do momento em que aceitou a Cristo, Deus restaurou sua saúde, deixando médicos e enfermeiros em perplexidade.

Nossa maior alegria é ver Deus trazer pessoas respeitadas na sociedade, como militares, por exemplo, pois isto causa grande visibilidade ao ministério, além de pessoas carentes diversas, às quais temos dado total apoio com doação de roupas, mantimentos e outras ajudas que estão ao nosso alcance.

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