

| Projeto África |
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No dia 1º de janeiro de 2008 pela primeira vez vou à África, acompanhado do Pr. Alexandre Bernardino. Lá chegando foi exatamente tudo aquilo que imaginei, viver fortes emoções. Extremamente ancioso descemos em Maputo, capital de Moçambique, e ali começaríamos uma viagem missionária inesquecível. Ficamos meio perdidos e nervosos pelo fato de não termos noção de como as coisas funcionavam, e também por chegar sem o visto de entrada e tentar fazê-lo ali mesmo, na chegada do aeroporto. Até que não foi tão difícil, o pior de tudo foi perder parte de nossas bagagens, que descobrimos ser muito comum em Maputo. Para nossa surpresa algumas pessoas nos esperavam no aeroporto, e fomos encaminhados a um pequeno e barato hotel para passarmos a noite, pois na madrugada teríamos que pegar outro vôo em direção a Nampula, que é outro estado de Moçambique. Duas horas depois desembarcamos em Nampula, onde fomos recebidos pelos missionários David e Márcia, que trabalham há anos na África, e mais uma vez fomos encaminhados para uma pensão onde passaríamos a noite. Antes que amanhecesse, às quatro da manhã do dia seguinte, tomaríamos o grande e famoso trem para Cuamba. A partir daquele momento em que entraríamos no velho trem, conhecido como “Comboio”, nossos corações bateriam mais forte. Estávamos entrando no coração africano. Quando passávamos dentro das tribos nos emocionamos muito pelo fato de estarmos vivendo uma promessa, estávamos vivendo a visão de Cristo, vivendo o “Ide”. À medida que viajávamos no velho trem centenas de crianças saíam do meio das matas e acompanhavam correndo até nos perderem de vista. Paramos em alguns lugares, e centenas de pessoas se aproximavam para ver quem eram aqueles brancos, alguns deles ficam furiosos pelo fato de eu estar filmando e fotografando tudo que via. A maioria estava tomada de curiosidades e nos davam largos sorrisos. Creio que nesse texto não consigo expressar exatamente o que vi, mas em cada aldeia que passávamos uma era mais exótica e linda que a outra. Quase 20 horas dentro desse trem você vê e reconhece muitas coisas que havia visto apenas em filmes e reportagens na TV e livros, algo simplesmente extraordinário, fantástico e inesquecível. No cair da noite chegamos a Cuamba, o trem já estava escuro, pois não havia energia a bordo devido seu estado de extrema destruição. |