Projeto Amazonas: Viagem Missionária 2008

Sempre que vamos ao Amazonas sabemos que nossos corações com certeza serão inundados de sensibilidade missionária, que mais uma vez estaremos vivendo, pelo menos naqueles dias, uma vida de renúncia, a vida que os missionários escolheram para viver.

Pr. Cesino Bernardino, como sempre, reúne uma equipe para acompanhá-lo na viagem e nesta tive o prazer de viajar com pessoas maravilhosas, que tiveram o mesmo sentimento missionário de nosso pastor presidente. Equipe de viagem: Pr. Cesino Bernardino, miss.ª Elba Bernardino, Jonas Alcântara, Pr. Ivandro Morim, Benaia Bernardino, Moisés, Jackson Salvador e toda equipe de bordo do barco Gideão VI, comanda pela miss.ª Rosemira Moraes de Souza.

Cada um da equipe teria a sua função, tanto a bordo do barco quanto em terra, quando chegássemos às comunidades ribeirinhas. Como em todas as viagens, Pr. Cesino Bernardino não se esquece dos tripulantes e sabe perfeitamente que em cada viagem é necessário abastecer o barco com alimentação e muitos remédios. Desta vez nossa parada em Itacoatiara não foi longa: assim que chegamos tivemos tempo apenas para abastecer o barco e partir em direção às comunidades.

Antes de qualquer coisa quando embarcamos, Pr. Cesino realiza um culto de ação de graças e uma reunião com a equipe e toda tripulação, dando as diretrizes da viagem. Assim que o barco parte para mais uma jornada missionária Benaia distribui os presentes que foram enviados, pela equipe GMUH de Camboriú, SC, e Jonas ajuda na distribuição e armazenamentos dos remédios enviados pelas farmácias Eficaz e Farmaeli, também de Camboriú, como doação.

Um grande trabalho estava começando a bordo do barco, toda tripulação e equipe envolvidas na mesma visão, que é atender a população carente que vive totalmente distante da civilização moderna. Mesmo diante de tempestades, quando o barco ia se aproximando das comunidades, as pessoas saíam de longe para nos encontrar.

Algumas coisas na vida a gente tem que viver, e esse momento que vivemos ali é uma delas, é algo que só vive ali. Quando o barco chega às comunidades a alegria do povo é tanta que aquilo acaba contagiando todas as pessoas que estão a bordo. E isso faz com que o atendimento seja 100% eficaz, ou seja, faz com que um amor brote e seja forte com cada um deles. De repente a gente sente que eles dependem de nós, sentimos a responsabilidade de fazer o melhor possível, e isso é muito fácil quando nos vêem como a solução para seus problemas, mesmo que seja por aqueles momentos.

Quando as essas pessoas avistam o barco eles remam desesperadamente para nos acompanhar e terem certeza de que serão atendidos. Homens, mulheres e crianças que sofrem com dor de dente, vermes e tantas outras enfermidades que água não potável e os insetos produzem nos corpos daquelas pessoas tão puras e inocentes.

Muitas pessoas nos perguntam se vale a pena se sacrificar tanto. Se vocês virem o tamanho do sorriso delas verão que vale mais que a pena. Se vale a pena tanto investimento na cidade e por que não nas selvas.

Nas cidades, por mais pobres que sejam, existe algum posto de saúde, mas ali não existe exatamente nada, apenas a esperança do barco dos Gideões Missionários da Última Hora aparecer entre as grandes árvores e Igarapés. E quando aparece, encontra pessoas como essas das fotos da viagem, seres humanos morrendo. Seres humanos que precisam de nós, que precisam de visão missionária, mas que a visão seja também uma visão de adoção de amor e fé.

Quando Jesus disse que teríamos que ganhar almas e fazer discípulos, Ele estava querendo dizer que dessa caminhada de obediência teríamos que adotar muitas pessoas, queria dizer que não bastaria apenas pregar e pregar, e sim agir e agir. E eu entendo que agir é isso aí que estão vendo em imagens e vídeos, é fazer parte de suas vidas.

É por isso que Gideões Missionários da Última Hora envia cada dia missionários por esse mundo afora. Os envia para poder atender as pessoas, conviver com elas; vale a pena lembrar que os campos para onde são enviados nossos missionários são lugares pobres onde a população local não tem condições, financeiras de sustentá-los depende de nós, essa é a nossa missão: enviar e sustentar.

Entendemos que fazer missão é isso, é enviar os missionários e não lavar as mãos, mas sustentar quem enviamos.

Afinal de contas viver uma vida de renuncia não é para qualquer um.

Mas nosso trabalho não pára por aí: mesmo estando a bordo de um barco temos um m moderno consultório odontológico que da mesma forma atende gratuitamente os ribeirinhos que vivem nas mesmas condições dos demais amazonenses na intensa e gigantesca floresta onde vivem sem nenhum tipo de assistência médica.

Muitas pessoas confundem assistência social com ajuda.

Ajuntam um monte de roupas velhas e rasgadas, conseguem uma sala suja e mofada em algum lugar das dependências da igreja, quando não o porão, e colocam uma placa dizendo: Assistência Social! As pessoas totalmente miseráveis os procuram em busca de ajuda e recebem como prêmio de consolo um monte de roupas velhas e raramente uma cesta básica.

Quero aqui frisar que assistência social é isso que fazemos unidos com milhares de gideonitas de várias partes do Brasil e exterior. É pregar, mas também cuidar de suas feridas. Para que maior exemplo que o bom samaritano?

Mas entendemos que tudo isso que fazemos não apenas na Amazônia só o fazemos porque uma nação missionária se uniu à visão de um homem chamado Cesino Bernardino. Sempre digo que não temos nenhuma dificuldade em mostrar tudo o que é feito pelos GMUH, na realidade tudo o dizemos, isso também mostramos com muita facilidade.

Tudo o que for narrado em nossas matérias com certeza é uma grande fonte de muitas emoções. Exemplo de emoção é participar de cultos que são exemplos de uma verdadeira adoração no meio da matas na tribo indígena de Santarém Maués, situada entre os rios Madeira e Tapajós. Habitada pelos índios mundurucus e maués e conhecida por Mundurucânia, a região foi visita pela primeira vez por sertanistas em busca de drogas do sertão. Em 1795 iniciou-se um povoado, a Vila dos Maguases, então várias aldeias começaram a surgir, como Canumã, Juriti e Luzéa, atual Maués. Depois de tantos anos temos o prazer de levá-lo conosco a participar de maravilhosos cultos de adoração a Deus.

Claro que todos nós estávamos entusiasmados, pois não é todo dia que se vive essa emoção missionária.

Depois de tantas maravilhas que Deus tem realizado em milhares de vidas na Amazônia através do envio e manutenção dos missionários, só nos resta dizer que valeu a pena. E continuará valendo se nós estivermos juntos sempre.

Confesso que tentei de verdade transmitir o que vi e vivi nessa nossa última viagem ao Amazonas.

Uma coisa não se pode negar de forma nenhuma disso, mediante tudo isso que viu e leu, acreditamos que Deus o tocou de uma maneira nobre para se unir a nós nessa luta. Se sua desculpa era que ainda não havia visto realmente uma obra ser realizada com tanta seriedade acho que conseguimos te convencer desta vez.

Una-se a nós: nós somos os Gideões Missionários da Última Hora.

Pr. Ivandro Morim
Repórter cinematográfico e marketing
ivandromorim@hotmail.com

 
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