Onde falta tudo,
menos a fé
Em um lugar tão pobre e desconhecido por grande parte dos brasileiros, os Gideões trabalham através de homens e mulheres que renunciam diariamente ao conforto para evangelizar povoados onde não há água, luz nem nenhum tipo de saneamento básico.
Muitos desses povoados descendem de famílias que fugiam de fazendas onde eram escravizadas e passaram a viver como refugiados desprovidas de bens, alimentação e estrutura. A forte herança cultural africana permanece presente na região, enquanto práticas religiosas e crenças espirituais diferentes tornam a evangelização um grande desafio.
Os missionários enfrentam de perto a fome, o trabalho e a prostituição infantil, o espiritismo e o descaso das autoridades. Por isso a estratégia começa pelas crianças: ao aceitarem a Cristo, abrem-se as portas para alcançar pais e famílias inteiras.
Dificuldades do campo
O trabalho realizado
Os missionários não levam somente o evangelho: levam pão, água e dignidade. A fé aliada às obras transforma o contexto social de povoados inteiros, uma criança, um poço, um templo de cada vez.
Evangelismo das crianças
A obra começa pelos pequenos: ao aceitarem a Cristo, abrem-se as portas para alcançar pais e familiares de povoados inteiros.
Água para o sertão
Perfuração de poços artesianos, cisternas e o envio de caminhões-pipa quando até os reservatórios secam.
Máquinas de costura
Mulheres carentes aprendem uma profissão e recebem, a cada semana, palestras e ensino fundamentados na Palavra de Deus.
Ação social
Doação de alimentos, roupas, calçados e água, porque a fé deve estar sempre aliada às obras.
Construção de templos
Pedras fundamentais lançadas e igrejas erguidas pelos próprios missionários nos povoados mais isolados.
Batismos nas águas
Vidas transformadas descem às águas batismais, em muitos povoados, pela primeira vez na história do lugar.
Cajazeiras: semeando em silêncio
Na cidade de Cajazeiras, no sertão do Piauí, o missionário Salustiano lidera a obra em meio a um cenário de intensos desafios. A pregação do Evangelho esbarra em duas grandes barreiras: a forte idolatria enraizada na cultura local e a oposição das autoridades municipais, que tentam impor restrições às atividades evangelísticas alegando prática de proselitismo.
Diante desses impedimentos públicos, a estratégia adotada foi o avanço de forma silenciosa e perseverante, por meio do projeto “Culto nos Lares Zaqueu 1”. Focada nas residências, a equipe missionária segue orando, lançando a semente e pregando a Palavra de Deus com profunda coragem e fé.
Matar a sede
e a fome
Dois clamores, uma só resposta: levar água à terra rachada e pão à mesa vazia. Diante de até 5 anos de seca, nasceu um barreiro de 1,5 km para abastecer a Serra Vermelha, fruto de um clamor no rádio ouvido por uma irmã nos Estados Unidos. E, a cada fim de ano, o Natal Missionário de Fé enche de alimento e alegria os povoados esquecidos.
Cidades & comunidades atendidas
A obra alcança a Serra Vermelha e os 32 povoados ao redor, comunidades isoladas no meio da caatinga, muitas a horas de estrada de chão da cidade mais próxima.
Frentes de assistência
- Barreiro de 1,5 km e poços artesianos para água potável
- Caminhões-pipa enviados nas piores estiagens
- Grande compra de alimentos no Natal Missionário de Fé
- Máquinas de costura: profissão e a Palavra às mulheres
- Construção de templos e pedras fundamentais lançadas
- Brinquedos e doces às crianças que jamais os receberam
Imagens do Piauí
Leve pão e água ao sertão
Um poço, uma cesta, um caminhão-pipa. Sua oferta sacia a sede e a fome de povoados esquecidos, e leva a esperança que só Cristo dá.
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