Um voto que
abriu uma ilha
No ano 2000, após ser diagnosticado e depois curado de um câncer, o Pr. Cesino Bernardino fez um voto a Deus: abriria um projeto missionário em Cuba. Comissionado para a missão, o pastor Silas de Souza partiu sem saber como ingressar na ilha e buscou orientação na República Dominicana sobre como atuar num país comunista.
Ao chegar, encontrou resistência: foi desafiado pelo pastor local a provar que era realmente um missionário. Deveria abrir uma frente na província de Sancti Spíritus, região árdua para o crescimento da igreja. Após muitas visitas e muita oração, agregou aos Gideões os primeiros 40 missionários cubanos, sob a liderança do Pr. Arnel Alfonso e da Prª. Migdalis Salomon.
Hoje, 25 anos depois, o Projeto Cuba conta com 640 missionários sustentados pela obra, celebrando o batismo de 244.488 vidas. Glória a Deus pelo avanço do Reino.
O trabalho realizado
Sob restrições que proíbem templos, cultos públicos e literatura, a obra se reinventa: casas-culto, evangelismo de porta em porta, bicicletas e socorro em remédios e alimentos, tudo aliado à pregação da Palavra.
Casas-culto
Proibida a construção de igrejas, cada missionário divide a própria casa: metade moradia, metade templo. São mais de 3 mil casas-culto pela ilha.
Evangelismo corpo a corpo
Sem cultos públicos nem literatura liberada, valentes missionários pregam de porta em porta, em células familiares e nas ruas — sem temor.
Missão sobre duas rodas
Sem indústria automobilística e sob embargo, a bicicleta é o meio mais viável. Todo ano os Gideões enviam bicicletas para o evangelismo.
Socorro em remédios
Em meio à falta de medicamentos, cada dipirona, vitamina e antibiótico enviado salva vidas — e abre portas para o Evangelho.
Assistência alimentar
As igrejas preparam e repartem refeições com o pouco que têm — arroz, feijão e carne de porco — sustentando famílias em extrema necessidade.
Batismos nas águas
A cada campanha, centenas descem às águas — turmas de 53 batizados num só dia, fruto de semeadura com lágrimas.
25 anos de colheita
De 40 missionários cubanos a um exército de obreiros: onde o regime impõe escassez, Deus multiplica frutos. Estes são alguns números que traduzem vidas alcançadas pela ilha.
Províncias & frentes atendidas
A sede está em Ratibonico, província de Sancti Spíritus, no centro da ilha — de onde a obra se estende por cinco províncias, administrada com zelo e transparência há 25 anos.
25 anos de frutos
De 40 missionários cubanos em 2000 a 640 sustentados pela obra — mais de 3 milhões de pessoas evangelizadas e 244.488 vidas batizadas nas águas.
São mais de 3 mil casas-culto e 41 mil células familiares, onde a igreja proibida de erguer templos transforma cada lar em altar.
A cada campanha anual, a semeadura com lágrimas vira festa: mais de 14 mil convertidos numa só semana — prova de que, quanto mais escassez e perseguição, mais a igreja cresce.
Cada remédio é
uma porta aberta
Cuba atravessa uma crise severa: não há remédio, comida, combustível nem energia. Uma simples dipirona, barata no Brasil, vale ouro na ilha e salva vidas que clamam por socorro.
Os Gideões enviam medicamentos, vitaminas, óculos e alimentos que os missionários distribuem com zelo, conforme a necessidade de cada um. Onde o governo falha, a igreja se torna refúgio do enfermo e do faminto.
"Tive fome e me destes de comer." É o Evangelho integral: a Palavra aliada ao pão.
Dificuldades do campo
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