Paz, queridos gideonistas!
Passo a narrar com alegria o que temos vivido aqui nos últimos meses, em que tivemos avanços importantes no campo missionário.
O caso do Bar (…)
Nosso principal caso, pelo qual estávamos lutando para resgatar 12 meninas menores de idade, não estava avançando e, há quase três anos, todas as portas pareciam estar fechadas. Até então, não víamos esperança de tirá-las da situação em que se encontravam, apesar de todos os esforços estarem sendo feitos. Mas, graças a Deus, conseguimos, depois de muita investigação, estratégias incomuns e também muita oração ao nosso bom Deus, resgatar as 12 meninas, que agora estão em outro local e em segurança. Glórias a Deus!
O Resgate de Vítimas Latino-americana
Também tivemos a oportunidade de ajudar bastante, em parceria com uma organização de apoio e representações diplomáticas brasileiras, no resgate de várias vítimas latino-americanas de tráfico humano no país, pois foram enganadas e trazidas para cá. Embora tenha sido extremamente gratificante saber que essas pessoas agora estão em liberdade, esse trabalho exigiu muitas horas de dedicação, tradução do idioma Khmer para o inglês e depois fazer toda a comunicação com as vítimas em português, situação em que envolviam as autoridades das embaixadas e também as policiais, gerando assim muitos contatos e comunicação com as autoridades envolvidas, tudo muito burocrático, além do cuidado de não estar sendo exposta, já continuávamos com o trabalho nos bares.
Mas depois de ver essas pessoas livres, acompanhá-las até ao aeroporto, vê-las serem colocadas no avião e dar o último abraço, depois de ter falado intensamente de Jesus a cada uma delas, isto é muito gratificante…
Um pequena e corajosa equipe de nativos
Nossa equipe de missionário e obreiros nativos é pequena e, além de nos dedicarmos às comunidades nos arredores de Phnom Penh, para continuarmos a ministrar o discipulado nas casas, dar assistência social principalmente para as crianças, que estão nos projetos de aleitamento e refeição básica, também precisávamos dar atenção aos estrangeiros que nos visitavam mensalmente, vindos de diversos países, para conhecer o nosso trabalho e também participarem das atividades missionárias da região. Esta atividade geralmente envolve a tradução do idioma cambojano para o inglês ou ao contrário, e como também atuamos nesta área, louvamos a Deus por fazer parte destas atividades também.
Como é ser missionária no Camboja?
Ser missionária neste país já é um grande desafio e ainda ouvir dia após dia as histórias das meninas e acompanhar o sofrimento delas, sem conseguir encontrar, na maioria das vezes, uma solução, já que quase sempre envolve casos de polícia e investigação por autoridades discretas, faz com que a dor delas também se torne parte de nós. Muitas vezes são acrescentados o trabalho de combate ao tráfico humano e de órgãos. Estes desafios se tornam ainda maiores. Mas, graças a Deus, continuamos firmes nesta árdua tarefa de tornar Jesus conhecido neste país, que é profundamente religioso e sistematicamente envolvido em suas crenças tradicionais, com forte presença do budismo e do sincretismo cultural e religioso, o que difere em muito do nosso contexto bíblico.
Pedidos de Oração
Solicitamos encarecidamente seu apoio em oração por cada membro de nossa equipe, pois, com o passar dos anos, alguns têm apresentado sintomas de fadiga emocional e até casos de burnout, o que envolve acompanhamentos médicos especializados. Mas Deus tem cuidado de cada um de nós, em todos os detalhes, e seguiremos firmes nesta nobre tarefa de anunciar Jesus.
Deus os abençoe em Cristo Jesus!
Equipe Missionária





