Um grito desesperador

Missões na Paraíba

Numa região quente, seca e abandonada, os Gideões levam o evangelho e a ação social a um povo esquecido. Há mais de 12 anos, sob a coordenação do missionário Luciano Caetano, perfurando poços e abrindo fontes no sertão.

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Um clamor
que virou missão

A obra na Paraíba começou há mais de 12 anos, através do clamor do obreiro Luciano dos Santos Caetano, que enviou uma fita VHS mostrando a dura realidade do povo do sertão e pedindo socorro aos obreiros que ali viviam uma vida deplorável.

Seu clamor foi ouvido. Muitos daqueles obreiros passaram a receber apoio financeiro e espiritual, e hoje Luciano Caetano é missionário dos Gideões e coordenador de missões de todo o Nordeste.

O povo atendido nasceu no Brasil, mas muitos nunca foram registrados. Para sobreviver, caminham mais de 25 km a pé, subindo e descendo morros com um balde na cabeça em busca de uma poça de água, muitas vezes contaminada. É a este povo que os Gideões fazem o papel do bom samaritano.

"Cada alma que ganhamos aqui é cada contribuinte que ofertou e orou. Vale a pena fazer missão no sertão."
— Pr. Hueslen Ricardo Santos (in memoriam)
O outro lado

Dificuldades do campo

Sol de quase 40° Seca severa e prolongada 25 km a pé por água Água contaminada Pessoas sem registro civil Alta taxa de analfabetismo Abaixo da linha de pobreza Cultos debaixo de árvores Longas distâncias de terra Morte de animais e plantações Resistência ao evangelho

Novos campos, vidas resgatadas

Do sertão de Cacimba de Areia à maior comunidade cigana da América Latina, Deus tem levantado missionários e renovado visões para alcançar os excluídos da Paraíba.

Cacimba de Areia

A obra começou por volta de 2004, quando o Pr. Luciano, ao passar pela Serra Bonita, ouviu pela rádio FM um pedido de socorro. Iniciada numa garagem, espalhou-se por Vila do Amor, Marreca, Serra Preta e Boa Vista, até precisar de uma pausa em 2008.

Em 2023, o Pr. Francisco renovou a visão. Sem templo, os cultos aconteciam em casas e embaixo de árvores nas praças, até que o Pr. presidente Luciano Caetano creu que Deus mandava erguer a igreja num terreno próprio, hoje um templo levantado.

4 anos à frente da obra, a missionária Francisca Paulino dá continuidade ao trabalho, com cultos, evangelismos, ações sociais, cestas básicas, Natal Missionário e Dia das Crianças nas comunidades rurais.

160
Vidas alcançadas
4
Projetos no campo
2
Templos, 1 a concluir

Campos sob responsabilidade

Lagoa de Açude Emas Projeto Motorista Papagaio
Desafios: concluir o templo do Projeto Motorista e recursos para o transporte e deslocamento entre os campos missionários.

A água que
brotou da terra

Depois de 80 metros sem água e lágrimas no rosto do sertanejo, a comitiva orou e cantou hinos da harpa. A 46 metros, a água jorrou, 500 litros por hora. Crianças tomaram banho, e Dona Zumira caiu de joelhos agradecendo a Deus.

"Água sairá, viva brotará da fonte que abriu o Senhor."

46m
Profundidade do poço
500L
Por hora em Serra Bonita
12mil
Litros/h na comunidade cigana

Dona Maria, 84 anos, caminhava 5 km duas vezes ao dia por uma lata de água. Hoje, o poço dos Gideões é a única fonte potável para mais de mil famílias da comunidade cigana de Sousa.

Do monturo à comunidade cigana

Foram 18 anos dominado pelas drogas, 14 deles morando nas ruas, revirando lixo para comer. Numa madrugada de dezembro de 2018, fez um voto ao Senhor e, pela graça de Deus, nunca mais voltou ao vício.

Acolhido e discipulado pelo Pr. Luciano no sertão da Paraíba, hoje, há cerca de três anos, serve na maior comunidade cigana da América Latina. Já enfrentou ameaças e perseguições, mas viu a comunidade evangelizada, muitos batizados e jovens ciganos levantados para pregar ao próprio povo.

"Deus me tirou das ruas, da fome e da morte certa para me colocar no campo missionário, anunciando esperança a outros."

Imagens da Paraíba

Abra uma fonte no sertão

Sua oferta perfura poços, enche cestas, ergue templos e leva o evangelho aos excluídos da terra. No sertão da Paraíba, contribuinte, sua oferta muda vidas.

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